Conheça os Programas

Pintando a Liberdade
O Programa opera nos 27 estados do Brasil mais o Distrito Federal. São 90 unidades de produção em funcionamento. Ao todo, 12.700 detentos estão envolvidos no processo.

Os convênios são firmados entre o Governo Federal, através do Ministério do Esporte, e os órgãos que administram os presídios. Os detentos recebem pelo trabalho realizado uma parte da produção. Parte do pagamento é repassado imediatamente aos detentos e outra parte é depositada para ser retirada após o pagamento da pena.

As unidades de produção são instaladas em um espaço de, no mínimo, 100 m². Na fabricação de bolas, trabalham 15 detentos. Já na produção de uniformes, que pode envolver homens e mulheres, trabalham 80 pessoas. A inclusão do detento no projeto é uma decisão voluntária e os critérios de seleção são definidos pela administração do presídio. Os selecionados são capacitados por instrutores orientados pela Secretaria Nacional de Esporte. A maioria dos instrutores são ex-detentos que trabalharam no Pintando a Liberdade.

A idéia do projeto surgiu no Paraná em 1995, por iniciativa do psicólogo Roberto Canto, então coordenador regional de um programa semelhante no Estado do Paraná. A oficina foi patrocinada pela Coca-cola e beneficiava cerca de 200 detentos. Com o fim do patrocínio, em 1999, o projeto foi adotado pelo então Ministério do Esporte e Turismo. Só nos últimos dois anos o Ministério do Esporte já repassou R$ 33,5 milhões para as ações.

Duas unidades do programa envolvem menores infratores na produção. As fábricas estão instaladas em Franco da Rocha (SP) e na Fundação de Amparo ao Menor de Feira de Santana (BA).

A produção estimada para 2007, 763.665 itens de materiais esportivos, atenderá cerca de 4,6 milhões de jovens carentes.

Pintando a Cidadania
O programa Pintando a Cidadania foi desenvolvido inicialmente como uma linha do Programa Pintando a Liberdade com o objetivo de proporcionar a geração de emprego e renda através da produção de material esportivo e uniformes. As unidades são instaladas em comunidades em situação de risco social. A primeira unidade foi criada em 2003, em Feira de Santana (BA).

Antes da implantação de cada unidade, é realizado um estudo técnico e operacional e são feitas reuniões com lideranças locais, onde são apresentados os objetivos e as metas do programa.

O principal produto das fábricas do Pintando a Cidadania é o uniforme esportivo (camisetas, calções e bonés) que é utilizado pelas crianças e jovens do Programa Segundo Tempo.

Até outubro de 2007, 1.781 pessoas atuavam diretamente no processo de produção de material esportivo, em caráter de atividade continuada. A renda é dividida para cada trabalhador conforme a produção de cada um.

As parcerias com organizações não-governamentais têm apresentado bons resultados. Podem ser destacadas como exemplo as parceiras Fundação de Amparo ao Menor de Feira de Santana (BA) e Associação Cultural Jacuipense/BA, que têm inovado, buscando a melhor utilização do recurso público. Iniciativas das duas parcerias rendem a produção de pistas de atletismo com material reaproveitável de fábricas de pneus e a produção de peças de xadrez com material plástico reciclado.

 Bolas com Guizo possibilitam a prática do futebol a jogadores com deficiência visual

O Ministério do Esporte desenvolveu, na unidade do Programa Pintando a Liberdade em Feira de Santana (BA), a produção de bolas de futebol para cegos. As bolas contém um guizo, que orienta os jogadores sobre sua localização na quadra. O material é o único reconhecido pela Internacional Blinder Association (IBSA), organização internacional que dirige o desporte de cegos, e é distribuído gratuitamente pelo Ministério do Esporte para entidades do Brasil e do exterior.

Os detentos de Feira de Santana fabricam cerca de 5 mil bolas por ano. Cerca de 50 mil jogadores utilizam o material, por ano, em todo o mundo.

 Pintando no Exterior

Além de atender os programas sociais do governo brasileiro, o Pintando a Liberdade distribui os equipamentos esportivos produzidos pelos detentos a 25 entidades estrangeiras. No ano de 2006, mais de 78,8 mil estrangeiros receberam mais de 7,5 mil itens esportivos. Entre bolas de futebol, vôlei, futsal, camisas, calçados, redes, entre outros.

Assim, por meio da ação de cooperação internacional, países como Haiti, China, Rússia, Moçambique e Chile, são alguns dos parceiros do governo brasileiro. Os pedidos são feitos através de ofício destinado ao ministro de Esporte.

 Primeira Fábrica de xadrez do Pintando a Cidadania

O Pintando a Cidadania tem a primeira fábrica de xadrez - tabuleiro e peças - do Governo Federal. A unidade funciona no município de Conceição de Jacuípe (BA) em parceria com a prefeitura municipal. A fábrica produz de 500 a 600 kits diariamente, o que significa cerca de 150 mil kits por ano.

As peças e o tabuleiro são feitos com material reciclado por pessoas em situação de risco social.

Os kits são repassados para escolas públicas de todo o Brasil e para programas sociais do Ministério do Esporte, como Segundo Tempo e Esporte e Lazer da Cidade.