Redes Sociais: Facebook   Google Plus   Extragram   Twitter   Flickr   Youtube

Histórico

Os Jogos estudantis Brasileiros foram criados em 1969 pela antiga divisão de Educação Física do Ministério da Educação e cultura, e naquele ano, em Niterói, foi realizada a primeira competição, modesta, pelo número de participantes, mas mostrando possibilidade para o futuro. Até 1969, o desporto estudantil não possuía uma infra-estrutura, muito menos uma meta a atingir. Existia apenas através de competições intercolegiais ou de algumas promoções isoladas, como os Jogos Estudantis Paraenses, talvez os mais antigos do Brasil, os Jogos da Primavera, na Guanabara, Campeonato Colegial, em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Faltava a verdadeira integração da juventude brasileira através do esporte.

Em Niterói, apenas sete unidades da Federação participaram dos Jogos Estudantis Brasileiros, com 315 atletas-estudantes, o que foi um bom início, levando em consideração o estágio do desporto estudantil brasileiro

No ano seguinte, o número de estudantes participantes cresceu em mais de 100 por cento, pois, em Curitiba, os JEBs contaram com 649 participantes, entre atletas e dirigentes.

Em 1971, a proporção de crescimento numérico foi maior ainda. Nos III JEBs, em Belo Horizonte, o número de participantes foi de 1744, em Maceió, em 1972, foram envolvidos 2.913 atletas e dirigentes, e em Brasília, no ano seguinte, o número foi espetacular 4.480, com a participação de 25 unidades da Federação.

Com o envolvimento de um número tão marcante de jovens em todo o Brasil, com a atualização técnica dos professores, não só durante a competição por meio de estudos técnicos , mas pelo trabalho realizado durante todo o ano, começava no país aparecer uma elite de atletas-estudantes.

Atletas iniciados no JEBs tornavam-se recordistas brasileiros, sul -americanos e integrantes das nossas seleções nos esportes coletivos.

O Projeto da Olimpíada Colegial foi iniciado em janeiro de 2000, por ocasião da criação, pelo Ministro da Educação e pelo Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro - COB, da Comissão Organizadora dos Jogos, composta por representantes dos Ministérios da Educação, do Esporte e Turismo, do COB e da Rede Globo de Televisão.

Em cerimônia realizada no Ministério da Educação, no dia 3 de maio de 2000, em Brasília, DF, o projeto foi lançado junto às Secretarias Estaduais de Educação e Esportes, e no dia 10 de novembro de 2000 foi oficialmente divulgado para a imprensa brasileira o período de realização do evento de 25 de novembro a 3 de dezembro de 2000.

Assim, foi criada a 1ª Olimpíada Colegial Esperança, chamada assim por causa do Projeto Criança Esperança, da Rede Globo, ao qual foi associado.

Fizeram parte da primeira Olimpíada os esportes mais praticados nas escolas no país: Atletismo, Basquetebol, Futsal, Handebol, Voleibol.

O processo teve continuidade assegurada em 2001, partindo para concretização de um Calendário Esportivo Escolar Brasileiro, dividindo-se as Olimpíadas em dois Jogos com faixas etárias distintas, equivalentes ao 1º e 2º grau do ensino básico: de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos, que servirá de modelo e de norte para cerca de 2.500 competições esportivas escolares estaduais, regionais e municipais que serviriam de base para o evento nacional.

As Olimpíadas possuem um caráter extremamente democrático, agregando alunos das escolas das redes públicas e privadas de ensino do país. Nos JEBs, assim como nas Olimpíadas Colegiais, a escola é o foco. Ela passa pelas seletivas municipais, estaduais e vai representar seu estado nos Jogos.

Assim, se diminui drasticamente a questão da seletividade aumentando-se a oportunidade de alunos que nunca sonhariam em participar de competições nacionais, por não ter acesso às seleções representativas estaduais. Elas se baseiam nos princípios sócio-educativos da participação, cooperação, co-educação, co-responsabilidade e integração.

O evento responde à responsabilidade do Estado de fomentar o esporte escolar, pos somente atletas regularmente matriculados poderão participar de todo o processo, desde as seletivas estaduais até a conclusão do evento. O mesmo é norteado pela visão esportivo-social, consolidando a prática esportiva no país como estímulo da cidadania.

Entende-se que a realização do evento promoverá o intercâmbio entre atletas, técnicos e dirigentes do nosso país, o que nos dará a oportunidade de demonstrar a capacidade brasileira de realização de grandes eventos multi-esportivos e, ao mesmo tempo, reforça a importância dos estados brasileiros em melhorar suas instalações esportivas para receberem grandes eventos, a exemplo dos Jogos Sul-americanos de 2002, que estão sendo realizados em quatro estados brasileiros.